Depois de quase uma década, o Assistente do Google deixou de ser o assistente dos celulares Android. A partir de 4 de setembro de 2026, o Google começou a remover o acesso ao assistente clássico na maioria dos celulares e tablets, e o Gemini passou a ser o assistente padrão. Quem diz “Ok Google” ou segura o botão lateral agora fala com o Gemini.
O que aconteceu
- Quem anunciou: o Google, em comunicado oficial fixado na comunidade de suporte dos apps Gemini e por e-mail aos usuários afetados.
- Quando: a transição obrigatória começou em 4 de setembro de 2026 e acontece de forma gradual. O plano havia sido anunciado em março de 2025 e adiado no fim daquele ano para garantir uma troca mais tranquila.
- O que diz o Google: segundo o comunicado, a partir dessa data a maioria dos usuários não poderá mais usar nem voltar para o Assistente do Google no celular ou tablet.
Quais aparelhos são afetados
Quando o Gemini se torna o assistente do celular, ele também passa a ser o assistente dos dispositivos pareados a ele. O Google cita:
- Celulares e tablets Android.
- Relógios com Wear OS.
- Fones de ouvido compatíveis com o Gemini.
- Carros que usam o Android Auto a partir do celular.
Exceções
- Aparelhos que não atendem aos requisitos mínimos do Gemini: no anúncio original, o Google afirmou que, nesses casos, a funcionalidade do Assistente não muda.
- Carros com Google integrado (sistemas com o Google embutido no veículo, sem depender do celular): segundo a cobertura da imprensa especializada, continuam com o Assistente por enquanto.
- Alto-falantes e telas inteligentes da linha Google Home seguem um processo próprio de atualização para uma experiência com Gemini, separado desta mudança nos celulares.
Por que isso importa
O Android está na maior parte dos celulares usados no Brasil, então a mudança atinge muita gente que talvez nem tenha acompanhado o anúncio. Na prática, milhões de pessoas passam a usar um assistente baseado em IA generativa, capaz de conversar de forma mais natural, entender perguntas mais complexas e trabalhar com o que aparece na tela, em vez do assistente de comandos curtos que existia antes.
Também é um sinal claro da estratégia das grandes empresas: a IA deixa de ser um aplicativo separado e passa a fazer parte do sistema. Para entender melhor esse movimento, veja o guia o que é inteligência artificial.
O que muda no dia a dia
- Comandos simples continuam: o Google afirmou ter adicionado ao Gemini recursos que os usuários mais pediam do Assistente, como tocar música, definir timers e executar ações na tela de bloqueio.
- Conversas mais longas: é possível pedir explicações, resumos, ideias e planos, e continuar a conversa com perguntas de acompanhamento.
- Algumas coisas podem funcionar de outro jeito: rotinas e integrações específicas do Assistente antigo podem ter comportamento diferente. Vale testar os comandos que você mais usa.
O que você pode fazer agora
- Atualize o aplicativo Gemini e o Google app pela Play Store.
- Teste seus comandos frequentes, como alarmes, lembretes, chamadas e controle de dispositivos da casa.
- Revise a privacidade: nas configurações de Atividade nos Apps do Gemini, você controla se as conversas são salvas e pode apagar o histórico.
- Confira as permissões na tela de bloqueio, para decidir o que o assistente pode fazer com o celular bloqueado.
Limitações
- A transição é gradual, então nem todos os aparelhos mudam no mesmo dia.
- Depois da mudança, não há opção de voltar ao Assistente clássico nos aparelhos afetados.
- Como todo assistente de IA generativa, o Gemini pode errar informações. Para respostas importantes, confira em fontes confiáveis.
Se você quer tirar mais proveito do Gemini e de outros assistentes, aprenda o método simples para criar bons prompts e veja como ele se compara aos concorrentes no comparativo ChatGPT, Claude ou Gemini.


